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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Melhor embalagem, produto duvidoso

Há uma grande diferença entre produtos que compramos pré-prontos e os que fazemos em casa. No caso dos filés de frango, por exemplo, ou dos nuggets, a carne pronta leva, normalmente, diversos ingredientes que não são recomendáveis à saúde.

Por isso, sempre olho antes de comprar esses congelados se contêm, principalmente, pele de frango, que é usada para baratear seu custo de produção e possui uma incrível quantidade de colesterol. Há algum tempo, achei um congelado da Perdigão que não continha pele, ou seja, o nível de colesterol e gordura era mais aceitável. Foi grande a minha surpresa ao descobrir que eles vêm fazendo, por assim dizer, uma atualização de seus produtos.

Quando vi a nova embalagem, muito mais chique e bonita, desconfiei e resolvi conferir os ingredientes. O que achei? Exatamente! E nenhum aviso sobre a mudança. Das duas uma: ou sempre houve pele e não informavam ou deveriam informar sobre a mudança na composição. Nenhuma das duas é aceitável.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cartel

Outro dia, fazendo compras no Supermercado Mundial de Copacabana, vi-me na cena de um crime. Um tipo de crime cometido com freqüência, mas raramente percebido como tal. Acostumado a pesquisar preços de produtos para comprar o que oferece a melhor relação custo-benefício, procurei os preços do óleo de soja. Eram os seguintes:
  • Perdigão: R$ 2,97
  • Liza: R$ 2,98
  • Soya: R$ 2,98
  • Sadia: R$ 2,98

Não é uma grande coincidência que todos tenham o mesmo preço. Isso caracteriza prática de cartel, um crime contra a relação do consumo. Liguei para o Procon-RJ para fazer a denúncia pelo telefone 151. A atendente parecia não entender direito do que eu estava falando, mas me passou um número que, por sua vez, não estava funcionando. Também não encontrei um canal de denúncia pela internet. A quem devemos recorrer nessa hora, afinal?