É impossível não cair no chavão de que a vida imita a arte. Uma experiência publicada na revista
Nature Neuroscience informa que um conhecido remédio para o arritmia cardíaca e pressão alta, o
propanolol, quando administrado em até 24 horas após um trauma, pode apagar essa memória potencialmente causadora de uma fobia.

É uma porta perigosa que se abre, como no filme "
Brilho eterno de uma mente sem lembranças", em que uma firma apaga as memórias ruins de seus clientes, que acabam por repetir os mesmos erros do passado. Mas também é uma forma de se aliviar o estresse por traumas que podem se tornar bloqueios sociais.
O medo tem uma função para todos os animais que é a preservação da própria vida. Ele está diretamente conectado com o instinto de sobrevivência. Sem essas memórias, o medo não se desenvolve e os deixa muito mais vulneráveis.
Além disso, é necessário saber que efeitos o propanolol administrado com esse fim pode ter nas memórias a longo prazo. De qualquer maneira, é uma novidade interessante e que, se conduzida com responsabilidade, pode aumentar a qualidade de vida de pessoas com estresse pós-traumático.
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